26/04/2009

Um novo texto, de fugida.

Desaparecer, evaporar, ausentar-me, qualquer outro sinónimo que implique a minha inexistência serve.
Alguém me venha buscar ou me leve porque aqui não é o meu lugar, sou um animal selvagem fora do seu habitat natural ou um nómada que só está bem onde não está.
Eu não só preciso de sair, como quero sair! A minha casa já não é a minha casa, já não piso o meu chão, já não respiro o meu ar, já não durmo o meu sono, já não me observo no espelho, sou eu mas não quero ser.

Quero fugir, deixar tudo o que criei, e levar o que aprendi, fugir sozinha, sem medo do que possa encontrar e com sem receio de deixar para trás.

O 25 de Abril já passou, mas isto é pura tortura!! Matem-me as amarguras!!

Como sempre há um culpado, o suspeito é o amor, mas o criminoso, sou eu.
Tu, ou deixas-me fugir, ou foges comigo, que como criminosa, não quero ser presa.

Um poema de fuga era o que eu queria escrever e acabei por escrev
er um texto de fugida.

2 comentários:

disse...

Para todo o criminoso existe um policia!
Não te deixes prender..

<3

Anónimo disse...

hehe grande texto
tiraste-me as palavras da cabeça

ass: um asshole qualquer LOl